UM OLHAR ALÉM - T-Hades

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UM OLHAR ALÉM - T-Hades

Mensagem por Wendigo em Sex Jul 22, 2016 9:01 pm

Creepypasta Retirada desse site:
contosdeterror.com.br

UM OLHAR ALÉM
Por T-Hades



Aniloc era uma pequena e tranquila cidade americana onde seus habitantes faziam de lá um lugar puro e invejável de se viver. Um lugar com pouca estrutura, mas com o suficiente para tornar a vida agradável daqueles que lá o habitava.

Os membros família Hank, recém-chegados na cidade, organizavam seus pertences em sua nova casa. George, o patriarca da família e sua esposa Rosemary estavam bastante empolgados com a compra de sua casa. Ao contrário de Anny, filha mais velha do casal que não gostou nada da ideia de viver em um lugar afastado do fluxo de uma cidade grande. Anny era uma jovem de 18 anos que acabará de sair do colegial. Uma moça de personalidade forte e nada otimista em sua nova jornada. Seu irmão Max, um menino de 10 anos por outro lado já tratou de sair pela rua com sua bicicleta para fazer novas amizades.

O curioso menino passou de casa em casa procurando possíveis amigos, quando de repente ele avista um grupo de crianças brincando em uma casa vizinha. Logo vai até o grupo para se apresentar.
- Oi, eu me chamo Max, sou novo no bairro, posso me juntar a vocês ?! Disse o menino.
Estranhamente, as crianças do grupo ignoraram sua presença e deram continuidade a sua brincadeira. Não fizeram questão de notar a presença do novo morador.

Max ficou confuso com a reação das crianças e voltou para sua casa para explicar para sua mãe o que ocorrera.
Estranhamente, as crianças do grupo ignoraram sua presença e deram continuidade a sua brincadeira. Não fizeram questão de notar a presença do novo morador.

Embora George achasse algo normal, coisa de crianças, Rosemary não achou uma boa atitude das crianças, e de uma formal tranquila e pacífica, foi se apresentar aos vizinhos da casa onde as crianças brincavam.

Seguindo as coordenadas que Max passou, ela se deparou com uma casa antiga em um péssimo estado de conservação. “Como alguém poderia viver em um lugar assim?” Pensou Rosemary. Mas sua dúvida fora confortada pensando que Max havia se confundido ao citar o número da casa.

Enquanto isso, na casa dos Hanks, George dedicava seu tempo a fazer pequenos reparos em seu imóvel. Ele estava pronto para começar seu novo emprego, emprego que o motivou se mudar para a região. George era um analista financeiro e só acreditava em números, o que tornava ele um incrédulo.

Chegara a noite e às 20:00h a família se reuniu para seu primeiro jantar na nova casa. Rosemary servia o jantar quando escutou três batidas em sua porta.

- O cheiro do seu jantar já conquistou os moradores da rua. Disse George enquanto Rosemary ia atender na porta principal.

- Mas que estranho, não há ninguém na porta. Puxa, que frio que faz aqui a noite! Exclamou Rosemary.

Ela então voltou para a mesa e deram continuidade ao jantar. Conversavam sobre o dia quando Max se levantou e foi em direção a porta principal da casa. Ficou parado em frente ela quando de repente algo bate na porta. O som era de um objeto qualquer arremessado em direção a porta.

George rapidamente se levanta e vai averiguar o que havia acontecido. Abrindo a porta ele se depara com um jornal, com data atual, caído em frente a porta.

Ele o recolhe e checa a área a fim de saber quem os incomodava, distraído por isso, ele coloca o jornal próximo ao sofá e acalma sua família.

Após esse episódio, a família passa por uma tranquila e proveitosa noite de sono.

Já é manhã e George se levanta para se arrumar para seu primeiro dia de trabalho, mas ao contrário do dia anterior, ele não se sente disposto a ir para seu novo emprego. Como de costume, antes de sair ele fora até seus filhos para se despedir com um beijo na testa.

George não encontrou Max em sua cama e prontamente começou procurar por seu caçula na casa. Ele perguntou se Rosemary sabia de seu paradeiro mas sua resposta não foi animadora.

Ela não fazia ideia de onde ele estava ou para onde ele tinha ido. Rosemary então pegou o telefone e tentou ligar para as autoridades, porém o telefone estava sem linha. Até mesmo os três celulares da casa estavam sem sinal.

Anny então iniciou a busca pelo irmão na vizinhança. Ela lembrou que Max havia citado uma casa onde encontrou crianças e pensou que ele poderia estar lá. Ela correu na direção da casa e chamou por ele. Não obteve resposta.

Ela bateu na porta e ninguém a atendeu, mas ouviu a voz de Max dentro da casa. Sem pensar duas vezes, com facilidade, ela abriu a porta e entrou no ambiente.

Para sua surpresa, o interior da casa era o contraste de sua aparência deteriorada por fora. Ela chamava por Max mas sem sucesso. Seu coração estava apertado por não conseguir achar o irmão, embora, havia escutado sua voz no interior da casa.

Anny se vira em direção a porta quando se depara com uma mulher vestida de enfermeira que faz o sinal de “silêncio”. Neste momento Anny só pode sentir um medo misturado com angustia que dominara totalmente seu corpo a ponto de deixa-la imóvel. Ela então fecha os olhos e ao abrir a mulher vestida de enfermeira já não estava mais em seu caminho.

Desesperada, ela corre em direção aos pais avisando que se tinha um lugar para Max estar, ela dentro daquela casa.

George, Rosemary pedem para Anny ficar em segurança em seu quarto enquanto corriam para invadir o possível paradeiro de Max.

Desesperada Anny entrou em seu quarto e tentou chamar a polícia, mas novamente sem sucesso. Ela então foi em direção a sala para tentar ligar através de outro telefone mas o que encontrou foi apenas um jornal.

Enquanto isso George havia invadido a misteriosa casa e começou a vasculhar em todos os locais. Rosemary estava desesperada pelas ruas, mas se sentiu igual Max ao se deparar com a crianças, era ignorada. Se sentindo impotente, ela invadiu também a casa afim de ajudar seu marido a encontrar seu amado filho.

Ela deu de cara com George com um olhar triste e de decepção, ela então começa a chorar quando são surpreendidos pela mulher vestida de enfermeira. Novamente, essa figura estranha não disse nada e repetiu o gesto de “silêncio”. Se aproximou de Rosemary e pegou sua mão.

O casal não teve tempo para fazer perguntas quando Anny, aos prantos, abre a porta da casa. Ela estava em estado de choque, aos prantos. O desespero era notável em sua expressão de lástima. Consigo, ela portava o jornal que encontrou.

Foi em direção aos seus pais e mostrou o que a deixou naquele estado.

“13 de Março de 1990.
Um terrível acidente pôs fim a vida de uma família no distrito de Aniloc. O carro onde a família estava foi encontrado as margens da estrada todo destruído. Dos quatro ocupantes apenas uma criança, um menino, identificado como Max sobreviveu. Ele foi internado em um hospital da cidade em estado de coma.
Os outros ocupantes identificados como George, Rosemary e Anny foram encontrados mortos já no local.
Segundo parentes e amigos, a família estava de mudança para a cidade.”

Naquele momento todos perderam suas vozes, mas um ecoou pelo ambiente: “Me acompanhem”, disse a enfermeira.

Ela os levou até um quarto onde não havia absolutamente nada, quando começou a surgir uma espécie de quarto hospitalar. Ao fundo dele, havia uma maca com um garoto ligado a aparelhos.

A família se aproximou da maca e se depararam com Max, deitado nela. De repente a criança que aparentava dormir, se levanta, abre os olhos e diz:

- Está na hora de me despedir, não posso passar a vida com os olhos fechados. Chegou o momento de abrir meus olhos para a vida e os fechar para a morte.

George, Rosemary e Anny são envolvidos por uma luz brilhante que ocupara todo o ambiente.

Max então deita-se na maca, fecha seus olhos. Ao abri-los ele olha ao redor e se vê em um hospital. O garoto acordara se sua tormenta. Era o fim de seu estado de coma e o início de seu novo nascimento.
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